Pássaros que nascem em gaiolas não sabem viver em liberdade. Mas soube que o passarinho que eu ganhara a um mês atrás já fora um dia livre. Então provavelmente morreria logo se eu o deixasse lá, preso na casinhola. Mas ele é tão gracioso! Toda vez que acordo de manhã ele feliz cantarola para mim. Acho que ele é um pássaro especial, ele é um pássaro que ama gente mesmo quando fora a gente quem matou sua liberdade.
Eu encosto meu dedo nas grades, ele com sua nuca acaricia meu dedo indicador, dá um passo para trás e pia. Eu morro de paixão pelo bichinho, ele é tão meigo comigo.
Mas será quanto tempo ele aguentará atrás das grades? Será que o amor recíproco que lhe dou é mais forte do que as ligas de aço que formam sua prisão?
Fui testar então. Abri a porta para ver o que era mais forte: amor ou liberdade. É, ele alçou voo e se foi, ele precisa demais da liberdade, ele precisa mais que alguém, ele precisa de ninguém. Eu precisava do amor que ele me dava, mas a lágrima que me caiu gotejou felicidade. O meu amor esta bem.
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